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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

É mesmo necessário usar o colete refletivo no Uruguai?


Acompanho de perto alguns grupos de viagem no Facebook, comentários aqui no blog e no face também e um dos assuntos que não sai dos "trending topics" é a tal da exigência de coletes refletivos para quem viaja ao Uruguai (estilo Motoboy). Em complemento ao post já feito (http://www.aduaneirosmc.com.br/2013/12/nova-exigencia-para-motociclistas-que.html), deixo aqui mais algumas informações.

Longe de querer incentivar qualquer tipo de transgressão à lei, gostaria de expor alguns argumentos para "desbitolar" aquele pessoal que normalmente está viajando pela primeira vez e faz questão de levar em conta cada vírgula das leis do país. Já fiz dessas também e não tem coisa que irrita mais é levar bagagem pra passear... aquelas que você leva e nem retira da mala. Tendo viajado para o Uruguai umas 30x entre idas à fronteira, passeios e viagens creio que minha opinião pode ser de alguma valia.

Começando pela parte da lei, o artigo 7 diz o seguinte (negrito meu):

A partir de los ciento ochenta días de la promulgación de la presente ley, será obligatorio para los conductores y acompañantes de motos, ciclomotores, motocicletas, cuadriciclos o similares, el uso permanente durante su circulación en todas las vías públicas, de un chaleco o campera reflectivos o, en su defecto, bandas reflectivas que cumplan con las exigencias técnicas de reflexión de acuerdo con lo que fije la reglamentación.

O artigo 8 diz o seguinte:

Artículo 8º.- En caso de que el vehículo posea algún elemento fijo o semi-fijo, que impida parcial o totalmente la visualización de la parte posterior del conductor o acompañante, el mismo deberá contar mínimamente con una banda visible desde atrás de material reflectante, de conformidad con lo que fije la reglamentación.

Note que de cara, a lei já nos permite trocar o chaleco (colete) pela campera (jaqueta) e ainda simplesmente por uma faixa refletiva. Nesse sentido, as jaquetas de moto, principalmente as destinadas à turismo (touring) já contam com partes refletivas consideráveis, o que já atenderia à lei. Outro argumento a nosso favor pode ser lido no artigo 8, onde a lei diz que caso o veículo tenha algum elemento que impeça a visualização das faixas do condutor (notadamente baús e bagagens para nós) o mesmo deve contar com uma parte de material refletivo na parte traseira. O norma pede 5cm (aquele mesmo padrão visto em caminhões). Na minha interpretação, as partes refletivas dos baús já seria suficiente. Caso não se sinta confortável assim, cole uma faixa em cada baú (uns 10-15cm) e está feito. Alías, já fiz isso mesmo antes de conhecer essa lei. Visibilidade nunca é demais.

Saindo da parte técnica enumero ainda algumas outras justificativas para não comprar/gastar/se preocupar com o colete:

1-Os estrangeiros, de maneira geral, são muito bem vindos ao país. Desde a aduana, policiais na estrada, exército (no forte Santa Tereza) sempre percebi muita cordialidade e boa vontade. Todos sabem da importância do turismo para a economia Uruguaia e toleram "pequenos deslizes" dos brasileirinhos.

2-Viajando pelo país, percebo que a adesão dessa lei é grande nas regiões urbanas do país (Montevideo, Colonia, Punta del Este). Nas estradas do interior o pessoal quase não usa.

3-Os uruguaios não viajam de moto pelo país. As motos são pequenas, adaptadas, às vezes sem farol e lanterna. São para pequenas locomoções. Nós, moto-viajantes, praticamente somos um "carro" pois as motos são grandes, bem sinalizadas e com refletivos nas malas e roupas (normalmente de fábrica). Não consigo imaginar um policial enquadrando um viajando com esse argumento do colete (a não ser que você tenha aprontado outras coisas mais graves).

4-Pouco policiamento nas estradas. Estimo uns 10.000km rodados pelo Uruguai e só vi policial na estrada (fora do posto) umas 5x. Fomos parados somente uma vez por excesso de velocidade e o policial nos liberou somente com uma advertência.

E você, qual sua experiência? Conhece alguém que teve algum problema? Comente abaixo caso não concorde com algum dos pontos expostos.

De qualquer forma, espero que tenha uma boa passagem pelo país e não deixe de curtir por excesso de preocupação pré-viagem hehehe.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Impressões finais - Viagem à Ushuaia



Algumas considerações finais sobre a viagem, são meus comentários particulares, e somente a respeito do trecho que percorremos em cada país, época do ano, etc..., não podendo ser generalizado...

Clima
*Argentina - Muito calor nas províncias de Entre Rios, Corrientes, Paraná e Buenos Aires. Clima de montanha em Bariloche e muito frio a partir de Rio Grande
*Chile - Temperatura agradável maior parte do tempo, mas muito frio nas altitudes mais altas da carretera austral, choveu bastante.
*Uruguai - Calor em todo o trajeto
*Brasil - Calor em todo o trajeto

Câmbio/Dinheiro
*Argentina - O Câmbio esta muito bom, praticamente 4 pesos por 1 real. A gasolina ainda é a mais barata mas já está próxima do nosso preço. A partir de Rio Negro a gasolina é subsidiada pelo governo (muito barata). Hotel e Comida mais barato que no Brasil. 
*Chile - O país mais caro pra se viajar, gasolina e hotel muito caros. Comida empata com Brasil. O cambio foi de 1 real = 225 pesos
*Brasil - Preço da gasolina de 3,00.
*Uruguai - Está bem caro. Preço da gasolina passa fácil de R$4,20

Segurança
Em nenhum momento nos sentimos ameaçados nesse sentido. Cidades grandes como Ushuaia, Rio Grande e Rio Gallegos, muito tranquilas. Só em Buenos Aires é bom ficar atento.

Estradas
*Argentina - Trechos ruins somente em La Pampa, pequenos trechos. O restante do asfalto é um tapete. Alguns pedágio perto de Paraná e Rosário. Trechos de rípio: Paso Futaleufú (40km), Ruta 40 (80km).
*Chile - Perfeito, não se encontram buracos. Sinalização excelente. Sem pedágios. Trecho de rípio complicadíssimo na Carretera Austral, trechos em obras. Trecho de rípio mais tranquilo em Tierra del Fuego (80km), está em obras também.
*Brasil - Alguns trechos bem ruins no RS, no geral está bom. Sem pedágio
*Uruguai - Excelentes estradas. Sem pedágio

Polícia
*Argentina - Polícia nos parou em Entre Rios para conferir documentação, tudo certo. Parados também em Rio Gallegos 2x, 1 vez para mostras as bagagens e outra para assinar um caderno de registros. Nem um centavo gasto.
*Chile - Não existe propina, polícia muito séria.
*Uruguai e Brasil - Não fomos parados na estrada nenhuma vez.

Aduanas
*Argentina - Muito rápida, exceto nas 2 aduanas em Tierra del Fuego (San Sebastian e Paso Integração Austral).
*Chile - rápida, mas eles revistam as malas em busca de alimentos e coisas do tipo. Muito lento em San Sebastian e Paso Integração Austral.
*Uruguai - Muito rápido.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Nova Exigência Para Motociclistas que Viajam ao URUGUAI

A partir de Outubro de 2013, há uma nova exigência pra motocilcistas, que também foi quase implantada aqui no Brasil: O uso de COLETES REFLETIVOS. Ou Chaleco Reflectivo como dizem os uruguaios.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Seguro Carta Verde - Chuí / RS

Indicamos sempre fazer o seguro carta verde, na cidade aduaneira que será feita a migração. É mais barato e menos burocrático. Em Chuí, fronteira com o Uruguai, o valor em Abril de 2013 foi de R$68 por moto.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

Moto Roteiro - Ruta Uruguay 2013

Como já é de praxe, após as grandes viagens, costumamos "esticar" um feriado para intercalar com a possível viagem de fim de ano. O destino, novamente o Uruguai, que sempre nos atrai com suas belas e tranquilas paisagens, perfeitas estradas, muitas retas e pouquíssimo tráfego de carros/caminhões.

Dessa vez, com novos amigos experimentando os prazeres dessa viagem. Até agora, são 8 motos confirmadas:

2x Hornet
2x XJ6
1x CBR 600F
1x HD 883
1x HD FatBoy
1x CB 300R

Este será o adesivo e logo da viagem, nossa marca vai ficar nos postos espalhados pelo trajeto:

Camiseta da viagem!!


O roteiro não tem muitas novidades comparando com os anos anteriores, a mudança com relação ao ano passado é a troca de Montevidéu por Colonia del Sacramento. O esquema, o mesmo de sempre, sair cedo, curtir a estrada, almoço leve e um jantar típico à noite. A ideia é finalmente conhecer o Forte Santa Tereza no horário de visitação, coisa que ainda não conseguimos. Em Rivera, compras para as patroas (presente pela liberação hauhuua) e retorno em seguida. Uma boa oportunidade para trocar o pneu, os preços são bons (LOJA LARRATEA - PIRELLI)

1° Dia: Erechim - Punta del Diablo - 890km
2° Dia: Forte Santa Tereza - Colonia del Sacramento - 467km (visita ao forte pela manha)
3° Dia: Colonia del Sacramento - Rivera - 511km
4° Dia: Rivera - Erechim - 620km



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Impressões finais - Viagem à Machu Picchu




Algumas considerações finais sobre a viagem, são meus comentários particulares, e somente a respeito do trecho que percorremos em cada país, época do ano, etc..., não podendo ser generalizado...

Clima
*Argentina - Muito calor, principalmente no Chaco. Agradável de dia na cordilheira, mas frio à noite
*Chile - frio nas cordilheiras, calor ameno no litoral. Seco
*Bolívia - temperatura amenda o tempo inteiro,  andamos só no altiplano. Seco
*Peru - idem à Bolívia, mas a partir da Amazônia começou a esquentar, chegando a ficar insuportável.
*Brasil - Muito calor do Acre ao Rio Grande do Sul, chuva ligeiras no norte

Câmbio/Dinheiro
*Argentina - O Câmbio esta muito bom, praticamente 3 pesos por 1 real. A gasolina ainda é a mais barata mas já está próxima do nosso preço. Hotel e Comida mais barato que no Brasil. O cambio foi de 1 real = 2,94 pesos
*Chile - O país mais caro pra se viajar, gasolina e hotel muito caros. Comida empata com Brasil. O cambio foi de 1 real = 250 pesos
*Bolívia - O país mais barato de todos. Exceto a gasolina, que regula em torno de 3 reais. Hotel e comida muito baratos, artesanato também. 1 real = 2,5 bolivianos
*Peru - Quase tão barato quanto a Bolívia, mas o preço vai subindo conforme se chega perto das cidades turísticas. 1 real - 1,15 soles
*Brasil - Preço da gasolina de 3,20 no Norte, vai baixando até 2,80 mais pro sul.

Segurança
Em nenhum momento nos sentimos ameaçados nesse sentido. Em Copacabana, o Miguel deixou a moto na rua com as bagagens e tudo e ninguem encostou na moto.

Estradas
*Argentina - Trechos ruins no Chaco, com imperfeições e alguns buracos. Trecho da Cordilheira perfeito, com 1 pequeno desvio pela terra para conserto da estrada. Pedágio só pra carros
*Chile - Perfeito, não se encontram buracos. Sinalização excelente. No meio do nada, gente trabalhando, instalando placas, pintando a estrada... muito bom! Não lembrode pedágios
*Bolívia - Empata com o Brasil, trechos muito bons e trechos mal conservados (perto de La Paz). Pedágio só pra carros.
*Peru - Quase empata com o Chile, estradas novas, de cinema. O trecho da interoceânica é a estrada dos sonhos, sinalizada em todos os detalhes. Porém, o pessoal lá gosta de quebra-molas. Muito pedágios, mas quase todos fechados. Moto nao paga.
*Brasil - Ruim no Acre, trechos bons e ruims em Rondônia e Mato Grosso. Ótimo no Mato Grosso do Sul. Um lixo no Paraná... Alguns buracos no SC e RS, no mais é bom... Nenhum pedágio, nem pra carro.

Polícia
*Argentina - Polícia corrupta incomoda em Corrientes, trocam multa inventada por propina
*Chile - Não existe propina, polícia muito séria
*Bolívia, Peru e Brasil - Não fomos parados na estrada nenhuma vez

Aduanas
*Argentina - Muito rápida
*Chile - rápida, mas eles revistam as malas em busca de alimentos e coisas do tipo.
*Bolívia - Demorado, vários formulários, assinaturas, guiches. Reserve 3h
*Peru - Migração é rápida, entrada da moto MUITO demorada. Pedem ajuda na caixinha. Reserve 3h

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Seguro Carta Verde - Porto Mauá




Indicamos sempre fazer o seguro carta verde, na cidade aduaneira que será feita a migração. É mais barato e menos burocrático.
No nosso caso, a cidade é Porto Mauá. Os valores são:
Carro - 15 dias (R$ 40) e 30 dias (R$ 45)
Moto - 15 dias (R$ 30) e 30 dias (R$ 35)
No mesmo local pode ser feito o câmbio. Da mesma forma, sempre a cotação é mais vantajosa na fronteira do que em agências de viagem.
Mais informações (Porto Mauá): (55) 3545 1293 / epoca.turismo@bol.com.br

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Viajando pela América - Planejamento e Segurança




Vemos muitas pessoas falando das dificuldades de se empreender uma viagem internacional pelos paises da América (corrupção da polícia, violência, etc.). O quadro não é tão ruim e assustador quanto pintam, bem pelo contrário. Algumas dicas:

-Procure pesquisar sobre a cultura do país em questão, documentação exigida, situação política e econômica, segurança e etc.
-Ao chegar na aduana, questione ao policial aduaneiro a respeito da situação da estrada, abastecimento e segurança da viagem.
-Preveja uma rota alternativa, caso seja impossibilitado de entrar no país por qualquer que seja o motivo.
-Não adianta reclamar da polícia se você não tem a documentação mínima exigida, viaje preparado
-Faça um check-list e revise cada item antes de partir
-Ninguém está livre da violência, nem mesmo no Brasil (talvez o mais violento de todos), sempre que possível viaje em grupos e de dia. Procure um lugar seguro para passar a noite. Fique atento a movimentações estranhas na estrada.

Mesmo assim, nem tudo está sob nosso controle, estamos propensos a terremotos e vulcões (Chile), nevascas e frio (Cordilheira), inundações e deslizamentos (região amazônica) por exemplo. Se contablizarmos tudo o que pode acontecer, certamente viveríamos em uma bolha. Para viver, é preciso correr riscos! Faz parte da aventura, boa viagem!

* segue exemplo de Check-List para viagem internacional (América do Sul)